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Gripe A
A disseminação do vírus da Gripe A H1N1 está ficando caótica em Passo Fundo. Por este motivo, a Feira do Livro da Faculdade IMED, onde eu participaria nos dias 6 e 7 de agosto, não acontecerá mais. De qualquer modo, tenho dia 15/08 em Santa Rosa, e espero que mantenham. Àlcool gel, máscaras, e ficar em casa. São cuidados recomendados.
Escrito por Pablo Morenno às 22h24
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A Partida
A PARTIDA  Encantado e desconcertado. Foi assim que saí da sessão de “A Partida”, filme japonês ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009. Um violoncelista retorna à sua cidade-natal, onde passa a trabalhar como agente de funerária, preparando e acondicionando corpos para a cremação. Mas não é apenas um trabalho. Torna-se, para o personagem, razão de sua vida, e sentido da sua existência. Vi o filme na capital. Aqui nem sei se entrará em cartaz. Não é um filme comercial, possivelmente não será exibido. Por ser um filme japonês, não espere a técnica hollywoodiana, nem efeitos fantásticos, ou narrativas de heróis. Trata-se de um filme oriental, profundamente poético, destinado aos apreciadores maduros de cinema. O roteiro, de Kundo Koyama, baseado no livro de Coffinman: The Journal of a Buddhist, de Aoki Shinmon, é adornado de preciosa simbologia. Por exemplo, na seqüência em que o protagonista Daigo Kobayashi (Masairo Motoki), estando às margens de um rio de sua terra natal, observa os salmões nadando contra a correnteza até chegar ao encontro com a morte. A revoada dos cisnes também aparece como metáfora das partidas. Da mesma forma, Takita usa a imagem de Daigo tocando o seu violoncelo dos tempos de criança sobreposta à dos campos que circundam a sua região, captada pela lente de Takeshi Hamada, para simbolizar a tormentosa dúvida em que vive o personagem sobre o possível paradeiro do pai, cuja lembrança, ao decorrer do tempo, sob vários aspectos, por mais que negue, passou a atormentá-lo. O filme é um poema à vida, às escolhas que fazemos, quem sabe, ao esforço que devemos fazer para reatarmos os afetos perdidos, para perdoarmos aqueles a quem odiamos. Daigo, abandonado pelo pai aos seis anos, quando o encontra já é tarde demais, mas, nem por isso, deixa de atirar-se à experiência com toda a sua alma, largando solto seu coração às surpresas. Em todas as cerimônias que prepara, Daigo vivencia situações de dramas humanos, de perdão, de compreensão. Através do ritual, ele aproxima a família ao falecido, e traz à tona conflitos que precisavam ser resolvidos, antes da “partida”. Com a competência própria das boas obras de arte, “A Partida” remexe nas nossas emoções e nos interroga sobre o que fazemos da vida, ou, ao modo de desculpa de alguns, o que a vida faz com a gente. O homem, único ser ao que se sabe, com consciência da morte, é, também, o único que pode ser responsabilizado por suas escolhas. Viver com intensidade cada momento antes da viagem é o que podemos fazer antes da partida, sem precisar alentar a preocupação quanto ao destino e quanto a seus porquês. Pablo Morenno
Escrito por Pablo Morenno às 21h30
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Mais fotos de Itaí
Um grupo de alunos da sétima-série do Colégio Pedro Maciel de Itaí-Ijuí, na parte da tarde, apresentou um sarau com meus textos. São eles: ana claudia, jessica, jaqueline, fernanda, tiago, karina,gilberto, jamir( foi ele que fez os desenhos mostrados durante o sarau, ensaiou mas por motivos tecnicos nao apresentou...) e as professoras Nadir e Eloísa. Foi muito bonito. 

Escrito por Pablo Morenno às 22h22
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Itaí - Ijuí
Estou ainda cansado da viagem. Cheguei do Distrito de Itaí-Ijuí-RS, da 6ª Feira do Livro do Colégio Estadual Pedro Maciel. Com poucos recursos, a escola mantém a sua Feira, num ambiente rural. Além da cultura das plantas, a escola oferece a seus alunos a cultura da alma. Fiquei tocado pela simplicidade das coisas, pelo grande afeto, pela alegria da convivência, pela colaboração dos alunos. São experiências como essa que nos oferece o IEL_Instituto Estadual do Livro. Embora precariamente, e com muitas dificuldades este ano, disponibiliza para escolas com poucos recursos a presença de um escritor para falar sobre sua obra. A escola estava toda enfeitada com trabalhos sobre meus livros. Fui recebido com um abraço da professora Verani que coordenou a Feira, e da professora Nadir Colling, bem como por todos os professores, que não lembro o nome. Parabéns para a escola estadual rural Pedro Maciel do Distrito de Itaí-Ijuí. São com coisas assim que o mundo fica melhor. Meninos esquisitos confeccionados pelos alunos.
A Serpente Tina recebe seus convidados, sempre fazendo sucesso essa
sonhadora. O menino esquesito também cumprimentava todo mundo. Êta menino danado.
OLha só essas princesas. Eu entre uma loira e uma morena. A loira é a Nicole ( não sei o sobrenome), que ganhou o concurso da RBS para visitar a Lapônia, terra do Papai Noel. A morena é a pequena escritora Daiana Ross, que já tem 4 livrinhos de histórias e poemas, e que adora ler. As duas são de Catuípe, um município vizinho, e vieram prestigiar a Feira do PEdro Maciel.
Eu, a serpente Tina, e as crianças. A gente se divertiu muito.
A Tartaruga Tartaravó que aqui não está só, mas rodeadas por seus netos e tataranetos.
Eu entre as professoras. A da esquerda, não lembro o nome. Á direita, a prof. Nadir, quem mandou a maior parte dessas fotos(obrigado, prometeu e mandou, de Panambi ainda estou esperando. heheeh), e a prof. Verani.
Há outras fotos ainda. Só coloquei essas pra que vcs fiquem morrendo de inveja de mim, que tive esta alegria enorme hoje. Um dia vocês serã convidados à Feira do Livro do Pedro Maciel e vão ficar igual ou mais felizes.
Escrito por Pablo Morenno às 21h51
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UM MACAQUINHO E A ETERNIDADE No bicentenário de seu nascimento, Darwin deve estar sorrindo em algum lugar do universo com este macaquinho que, graças a experiência de cientistas, consegue mover um braço mecânico apenas com o pensamento. Se a fé move montanhas, Tomás de Aquino também deve estar feliz, que defendeu a inexistência de antagonismo daquela com a inteligência. Outro que deve andar muito feliz é Arquimedes, já que nem precisamos de alavanca para mover o mundo. A alegria de Darwin, de Tomás de Aquino, de Arquimedes pode ser também a minha ou a sua. Porque ambos não sabemos se, amanhã ou depois, não poderemos ficar sem os movimentos. Neste caso, cada um de nós poderá se socorrer da ciência para cumprir coisas simples do dia a dia, como levar a comida à boca, ou mais complexas como digitar um texto no computador. È interessante a evolução da ciência quanto à ajuda para os deficientes. A pesquisa com células-tronco, que tantas controvérsias causou, iniciou com a descoberta delas nos embriões, depois no cordão umbilical. Não faz muito, já anunciaram a descoberta de células-tronco nas trompas. Os impedimentos éticos fizeram avançar a ciência. Se o cérebro de um macaco, nosso ancestral, consegue mover um braço, o cérebro humano, que ao longo da história provou suas infinitas capacidades criativas, poderá não apenas mover membros mecânicos, mas até, mover o mundo e o universo. E Deus, ou o que chamamos como tal, será que anda feliz? Acho que sim. Ele nunca imaginou (ou sim), aquela expulsão do paraíso foi o maior desafio humano. Sem ela, Ele que lá nos tinha colocado com todas as mordomias possíveis, jamais seria homenageado com tanto conhecimento pelos homens. Só fazemos ciência para prolongar a vida, fugir da morte. Se não morrêssemos, quem sabe teríamos estagnado no macaco. Fustigados pela fragilidade da existência, somos muito mais imagem e semelhança d’Ele do que se fôssemos eternos. Na verdade, tentamos ser eternos, mas utilizando nossos próprios recursos. Uns acham a ciência contrária à religião. Outros acham a religião atrapalho da ciência. Eu, de minha parte, às vezes penso como Darwin: que evolução e criação andam de mãos dadas; às vezes penso como Tomás de Aquino: que a fé não pode contrariar a inteligência; às vezes penso como Arquimedes: que basta ter uma alavanca certa para mover o mundo. Ser imortal só teria uma vantagem: ver até onde chegaremos antes de acabarmos com o mundo. Pablo Morenno
Escrito por Pablo Morenno às 22h58
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Panambi
Na última quinta-feira estive em Panambi. Desta vez, visitei escolas municipais e rurais. ExperiÊncia, como sempre, cheia de encantos. Me emociono cada vez que chego a uma escola e a encontro decorada com trabalhos sobre meus livros. Espero que me enviem as fotos, porque, desta vez, esqueci minha máquina em casa. Assim que tiver as fotos, reapresento a experiência. Na próxima quinta-feira, estarei na Escola Rural do Distrito de Itaí-Ijuí, pela Instituto Estadual do Livro. Na sexta, sábado, e domingo, estarei em Porto Alegre, em curso da Fundação Getúlio Vargas. Aproveitarei o final de semana na capital para passear um pouco com a Dani. Vou deixar o blog para revisar meu próximo livro, que deve estar pronto em uns 90 dias. "Flor de Guernica". Demorou, mas sai. Meu segundo livro de crônicas, meu terceiro livro publicado. Como sempre, os textos têm aquele olhar ético sobre as coisas, algumas perguntas pela vida, e um jeito meio lírico de escrever. Continuo o mesmo. Melhorado, mas ainda o mesmo.
Escrito por Pablo Morenno às 22h33
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