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PABLO MORENNO
 

Livro do Mês

Como já noticiei, meu livro de crônicas "Por que os homens não voam?" , WS Editor, foi escolhido Livro do Mês de Março da Capital Nacional da Literatura. O Livro do Mês é uma proposta do grupo organizador da Jornada Nacional de Literatura para manter a comunidade universitária e escolar de Passo Fundo- RS motivada e envolvida em leitura o ano todo.
Já foram livros do mês, entre outros:
 "O rapaz que não era de Liverpool", de Caio Riter
"O segredo da nuvem", Inácio de Loyola Brandão
"O menino da chuva no cabelo", Márcio Vassalo
"Enquanto a noite não chega" , Josué Guimarães
Para falar de "Por que os homens não voam?" e literaratura gravei o programa "OUTRAS PALAVRAS" que vai ao ar pela TV UPF  na quinta, 01/01, às 19h. Na região de Passo Fundo a TV UPF pode ser sintonizada no canal 04.  O programa também passa ON LINE, pela internet, no endereço : www.upf.br\tv.
 
Aos amigos que quiserem me assistir, agradeço.


Escrito por Pablo Morenno às 21h00
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Circunstâncias

CIRCUNSTÂNCIAS

 

 

         Pesquisa da Secretaria Especial de Direitos Humanos – SEDH, com dados referentes a 2002, apurou que 90% dos adolescentes brasileiros internados por crimes graves não completaram a oitava série. A mesma pesquisa identificou que 51% dos jovens estudados sequer freqüentavam a escola, 60% eram negros e 80% tinham renda familiar menor que dois salários mínimos. O estudo torna-se importante neste momento de rediscussão da maioridade penal.

         "O Homem é o homem e suas circunstâncias", escreveu Ortega y Gasset.  O Homem, com maiúsculas, é 50% homem e 50 % circunstâncias. E isso não é retórica. Por esta razão, diminuir a maioridade penal pode ter a mesma utilidade que destruir os hospitais para acabar as doenças. A criminalidade não tem apenas uma causa, a vingança nem sempre é eficaz.

         Qualquer um pode levantar a voz com um exemplo eloqüente. Conheço um jovem que não estudou e é um excelente auxiliar de pedreiro. Conheço um menino de cor que nunca matou. O filho de minha empregada, com renda familiar menor que dois salários mínimos, não é infrator. Mas as exceções, a regra confirmam. Pior. Se precisarmos de um caso para exemplificar o crime resumido a escolhas individuais, seremos simplistas ou protegemos o próprio interesse. Semi-analfabetos têm lá suas utilidades, mesmo podendo virar criminosos. Precisamos de pedreiros, jardineiros e faxineiras. Todos com custo inferior a dois salários mínimos. Todos simples e honestos, e de confiança para adentrar nossas casas.

          Para melhorar a sociedade, dizem, é preciso mexer no homem. Limitar sua vontade, punir suas condutas, prender os infratores, matar os assassinos, evitar, a todo custo, a reprodução em proporção geométrica dos marginais. Enforcar em praça pública para que todos vejam e não sigam o exemplo. Bom é esquartejar, como fizeram a Tiradentes, e pendurar os pedaços em postes por toda a cidade. Se alguma criança ou jovem cogitar seguir a senda do crime, haverá de optar pela medicina, engenharia, política, ou direito.  

         Não vos estranha que o Congresso Nacional se reúna para diminuir a maioridade penal, mas nunca discutiu um projeto de educação para o país?  Em cada notícia de horror mudam-se as leis. Mudam-se as leis porque não querem mudar a pátria. Acostumados a mudar sua cara em fotoshop  para os santinhos de campanha, os políticos brasileiros acreditam que podem melhorar virtualmente a realidade. Enganam-se a si mesmos, enganam os eleitores. Só não enganam as estatísticas.

         A diminuição da maioridade penal é um assunto importante, urgente, imprescindível na pauta da criminalidade juvenil. Mas o Homem é apenas 50% o homem.  Não basta a alteração das leis para uma sociedade tranqüila e em paz. A pena só tem eficácia após a conduta, quando “Inês é morta”. Sem descartar a lei, antes, seria mais inteligente mudar pouco a pouco as circunstâncias. Entre elas a miséria. Mas, acima de tudo, a mais imprescindível das imprescindíveis, a educação.

***

Carta Maior - A partir de 19/02 passei a colaborar com a Agência Carta Maior, São Paulo, na área de “Arte e Cultura”. O endereço é www.cartamaior.com.br.

Livro do Mês – Meu livro de crônicas “Por que os homens não voam?” é livro do mês de março da Capital Nacional da Literatura.  Recebo feliz a indicação em nome dos escritores de Passo Fundo.

Pablo Morenno  



Escrito por Pablo Morenno às 22h25
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Carta Maior

Tenho duas pilhas de processo na minha sala. Estou com alguma LER, tendinite ou coisa assim. Mas a boa notícia é que, a partir de amanhã, passo a ser colaborardor da agência Carta Maior.

"A Agência Carta Maior é uma publicação eletrônica multimídia que nasceu por ocasião da primeira edição do Fórum Social Mundial, em janeiro de 2001, em Porto Alegre. A escolha da data não foi casual. Os princípios editoriais que norteiam nosso trabalho estão afinados, entre outras coisas, com o ideário que anima o movimento internacional que deu origem ao FSM. Nosso compromisso é contribuir para desenvolver um sistema de mídia democrática no Brasil e, de modo mais amplo, trabalhar pela democratização do Estado brasileiro, pelo fortalecimento da integração sul-americana e de todos os movimentos que lutam pela construção de uma globalização solidária. "

Amanhã é publicada a crônica DEUS EMAGRECE: http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=13557&editoria_id=12

Fico feliz em participar deste grupo de jornalistas e escritores.

Aproveitem o carnaval.



Escrito por Pablo Morenno às 16h27
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Plenarinho

O Plenarinho da Câmara Federal, site para crianças, tem um link para histórias que são continuadas pelas crianças. Todos os meses um escritor participa com uma história que as crianças inventam um final. Este mês eu fui convidado. Participo com MARINA E O MAR... quem quiser ler minha história e os finais o link é :http://www.plenarinho.gov.br/sala_leitura/continue-a-historia/outros-continue/marina-e-o-mar

 

 



Escrito por Pablo Morenno às 22h13
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Promoção

Amanhã ou depois, sai no Diário Oficial minha promoção. Por isso eu ando ausento do BLOG. Sou funcionário federal e serei vice-chefe, ou então, Diretor Substituto da 2ª Vara do Trabalho de Passo Fundo. A diferença de salário não é muita, mas resolvi assumir o posto e pôr minhas idéias em prática. Embora seja funcionário público, estou trabalhando umas dez horas por dia, e trazendo trabalho para fazer em casa. Bom, espero que isto não dure para sempre. Assim que as coisas estiverem em dia, espero trabalhar umas oito horas. Antes, quando eu trabalhava seis horas. Bem ocupadas, claro. Meus projetos literários, mais uma vez, ficam adiados.

LIVRO DO MÊS - A Comissão do Mundo da Leitura, que seleciona obras para LIVRO DO MÊS da Capital Nacional da Literatura, escolheu meu livro POR QUE OS HOMENS NÃO VOAM? para livro do mês de março/2007. Legal, não?

 



Escrito por Pablo Morenno às 22h02
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