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Amigo da Biblioteca
Recebi da Biblioteca Pública de Passo Fundo o título de "AMIGO DA BIBLIOTECA" no encerramento do mês do livro. Outros escritores também receberam como minha amiga Helena R. Camargo e alguns políticos como o deputado Beto Albuquerque, ex-líder do governo na câmara. O deputado Beto conseguiu incluir no orçamento deste ano R$ 50.000,00 que servirão para reforma e melhoramento da estrutura da biblioteca. Político tem essas utilidades.
Escrevi uma crônica chamada castelo de areia, foi publicada no blog há algum tempo. Gosto da imagem. O castelo de areia é efêmero, mas nem isso é feito sem cuidado. Encontrei essa foto na Folha de São Paulo e comparto com vocês. O livro já está na margem oposta do mundo. Embora o papel seja perecível, as imagens e idéias se vestem do perdurável.

Escrito por Pablo Morenno às 18h52
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cérebro
26/04/2006 - 11h30
Cientistas descobrem região do cérebro responsável pela leitura da Efe, em Paris
Um grupo de cientistas franceses identificou uma região do cérebro indispensável para a leitura. Além disso, os especialistas também demonstraram a importância do inconsciente na percepção das palavras, informou ontem o psiquiatra francês Raphael Gaillard, autor de ambos os estudos.
As experiências mostraram que uma região do lobo temporal esquerdo do cérebro é fundamental para a leitura. Os estudos foram realizados por pesquisadores do Instituto Nacional da Saúde e Pesquisa Médica.
"Sabíamos que a região era ativada durante o processo de leitura, mas não que era usada exclusivamente para isso", disse Gaillard. Os autores do estudo puderam comprovar a relação analisando um epilético em estado grave, que precisou remover a região para seu tratamento.
"Após a operação, os cientistas observaram que o paciente tinha muitos problemas para ler, mas reconhecia rostos ou objetos sem problemas", disse Gaillard. Segundo o cientista, este foi o primeiro caso em que se provou, antes da cirurgia, que a pessoa lia normalmente. "O resultado mostra que esta região cerebral é indispensável para a leitura."
"O surpreendente é que um traço cultural como a leitura, muito recente em termos de evolução e desnecessário para a sobrevivência da espécie, tenha um espaço específico no cérebro", afirmou Gaillard.
Em outro artigo, o psiquiatra diz que a região cerebral encarregada de reconhecer as palavras é ativada mais facilmente quando se fala de emoções. E o processo funciona mesmo quando a pessoa está inconsciente.
Para chegar a esta conclusão, foram exibidas diversas palavras a 36 pessoas que estavam "quase no limite da consciência", explicou Gaillard. "A primeira conclusão é de que a região em estudo do cérebro foi ativada até nas pessoas que não se lembravam de ter ouvido as palavras."
Além disso, as palavras com conotações emocionalmente negativas foram mais identificadas que as outras, que eram neutras --isso mesmo quando eram sons semelhantes, como no caso de "dor" e "cor" (seus sons também são parecidos em francês).
Segundo Gaillard, os resultados revelam que a experiência emocional negativa associada a alguns termos "amplifica a percepção das palavras, que chegam ao nível da consciência". Embora o fenômeno só tenha sido provado com termos negativos, "podemos acreditar que o resultado será semelhante com palavras com uma conotação emocional positiva", acrescentou Gaillard.
O cientista destacou que os resultados do estudo, publicados nesta semana na revista científica "PNAS", confirmam parte da teoria da psicanálise, pela qual "os processos inconscientes são muito ricos". Mas, ao contrário do que defendia Freud, "revelam que os estímulos negativos chamam a atenção, em vez de serem rejeitados".
Especial Folha de São Paulo
Escrito por Pablo Morenno às 23h24
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Alegria aos outros

Vi, no final de semana, um filme poético e formidável. O Fabuloso Destino de Amélie Polain. Amélie Poulain (Tautou), uma jovem parisiense recatada e tímida, foi educada pelos pais, com poucos contactos com o mundo exterior. Com vinte e poucos anos, Amélie trabalha num pequeno café e mora num apartamento antigo, onde encontra uma caixa escondida há mais de 40 anos. Ao procurar o dono, virá a descobrir a satisfação de trazer a alegria aos outros. O que Amélie parece compreender muito bem é que, de modo geral, são os pequenos detalhes que determinam o grau de satisfação com que levamos nossas vidas: prazeres rotineiros ou contratempos triviais quase sempre definem aquilo que costumamos julgar como sendo um 'bom' ou um 'mau' dia. Da mesma forma, são nossas preferências mais sutis que, de um jeito ou de outro, acabam servindo como indícios de nosso caráter – e o filme acerta em cheio ao apresentar alguns de seus personagens através daquilo que eles gostam ou não: uma vizinha de Amélie gosta de ouvir o barulho da tigela de leite batendo no azulejo do chão de sua cozinha; e a heroína adora ver a expressão das pessoas em uma sala de cinema. O filme é belo, simples e emocionante
Escrito por Pablo Morenno às 23h29
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Dia do Livro II

Hoje é dia do livro. Importantíssimo objeto cultural.
Escrito por Pablo Morenno às 10h31
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Dia do Livro
Há um movimento chamado LIVRO LIVRE que propõe deixar livros em locais abertos. A idéia é deixar livros em locais públicos, num ponto de ônibus, num banco de metrô, na mesa de um bar ou em qualquer outro lugar. Uma idéia com força imensa e significado enorme. O endereço para maiores informações é www.livrolivre.com.
Escrito por Pablo Morenno às 10h31
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Tiradentes
Passei este feriado em casa. Arrumei livros, fiz o almoço, dormi. Lembrei de minha mãe, hoje seria o aniversário dela.
Minha editora me avisa que sairá uma nova edição de meus livros, estão esgotados. Melhor dizendo, a terceira edição de POR QUE OS HOMENS NÃO VOAM? e a segunda edição de UM MENINO ESQUISITO. Como vão as coisas, tá saindo uma edição a cada ano.
A notícia dos homens bomba explode aqui dentro. Grandes homens estes. Quero ver se me inspiro na produção de um texto. Ao enfrentar a morte, tornam-se invencíveis. Se tivéssemos esta força para enfretarmos nossos medos ou nos consagrarmos a nossas boas causas o mundo seria outro. Tudo ensina. Até um exército de homens bomba.
Escrito por Pablo Morenno às 20h32
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Desabafo
Renata Maraschin, leitora de minha coluna no jornal O NACIONAL em Passo Fundo, me manda um e-mail com um texto de seu ORKUT sobre a situação política brasileira. Quem acompanha meus escritos sabe que não abordo muito esses assuntos porque não há muito lirismo na política e ou na economia. Por isso, aproveito o desabafo apaixonado dessa menina, para abordar o tema por aqui. Penso como ela, em quase tudo.
"Tenho VERGONHA de ser brasileira quando leio o jornal, a revista, assisto o noticiário e vejo notícias sobre o governo federal.
Sinto NOJO de ser brasileira quando vejo o presidente dando ênfase a assuntos como a viagem do astronauta ou a "gordura" do Ronaldinho, numa tentativa de desviar a atenção do povo para a sua falta de caráter e seu descaramento ao dizer que "não sabia de nada".
Sinto ASCO de ser brasileira quando vejo esses políticos imundos se aproveitando de um povo pobre, miserável, ignorante e inocente, que acredita na promessa de migalhas, quando tudo o que lhe resta no final de quatro anos de mandato dos governantes, é nada!
Porque esse políticos canalhas se apossam de tudo e o povo (coitado...) segue acreditando que é tudo um grande mal entendido...
Como diria Rubem Alves, "o que convence as pessoas é o sonho, a ilusão e não a verdade." Diante da realidade política brasileira, fica fácil entender e concordar com essa frase. E fica mais fácil ainda entender porque não é interessante para o governo investir em Educação.
Por que, como diria ainda Rubem Alves, "um povo é aquilo que pensa". É interessante para os políticos que aí estão que o povo não pense, não enxergue, não ouça, não fale. Apenas acredite no sonho, na promessa.
E, vendo as pesquisas das intenções de voto do povo para as próximas eleições, percebo que os políticos estão conseguindo o que querem.
Se podemos fazer alguma coisa para mudar isso, é preciso primeiro que haja interesse de nossa parte. Concordo com Ziraldo, em entrevista recente que deu em um programa de televisão, quando disse que nessas eleições devemos RENOVAR, expulsar toda essa CORJA que se instalou por lá e dar chance para o NOVO.
Porque se acreditarmos que "político é tudo igual", então o negócio é "enfiar nossa viola no saco", assistir de camarote os deputados desfrutando de seus mensalões, a pizza das CPIs, a dancinha da deputada no Congresso e aplaudir!!
Se essa for novamente a escolha do povo, que pena..."
Renata Maraschin
Passo Fundo RS
Escrito por Pablo Morenno às 21h40
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Porquês
TRAGÉDIA OU COMÉDIA
Na grande São Paulo, um pai esquece um menino de um ano e meio no automóvel. Uma pequena mudança na rotina diária fez um pai perder seu filho para sempre. No carro com película escura, ninguém viu nada. Levada ao hospital, com queimaduras, a criança morreu por asfixia e desidratação. Desespero.Tragédia.
Faz algumas semanas, no centro de Passo Fundo, um grupo de pessoas chamou a polícia militar. Um bebê dormia abandonado em um carro com placas de outra cidade. O alarido dos anônimos motivou os policiais a romper o vidro do automóvel. Desfez-se o engano. Era apenas uma boneca envolta em um cobertor. Risos. Comédia.
Aquele pai terá sua vida marcada eternamente pela dor. Um filho perdido não por culpa sua, nem por culpa da memória. O filho deste homem foi morto pela fatalidade, e nada haverá por ser feito, para ser redimido, ou para ser cobrado pela justiça. A fatalidade é uma entre as muitas incógnitas da existência.
Viver é estar entre um algoz e um palhaço, saltar do picadeiro de um circo para o prédio das Torres Gêmeas. Alguém consegue explicar a vida?
Em Passo Fundo, já houve um pai que matou seu filho pensando ser um ladrão, um jovem atirou em seu amigo ao mirar uma perdiz, uma mãe deixou seus filhos em casa e morreram queimados, faz pouco dois jovens morreram ao estacionar o carro no acostamento por falta de combustível... Alguém consegue explicar satisfatoriamente a vida?
Quatro nova-iorquinos se encontram para jantar em uma noite chuvosa. Uma história contada durante o jantar dá início a uma conversa entre Max (Larry Pine) e Sy (Wallace Shaw), dois roteiristas de cinema, que passam a discutir a dualidade do drama humano através das máscaras da tragédia e da comédia. Uma mesma história passa a ser narrada, ora cômica, ora trágica, desde o momento em que uma mulher chamada Melinda (Radha Mitchell) bate à porta de um apartamento. Com roteiro e direção de Woody Allen, recordei o filme Melinda e Melinda. Com a vagueza digna de obra de arte, nada se resolve, tudo se insinua. Quem quer uma resposta no fim, pode decepcionar-se. A ambigüidade permeia a ação dos personagens, o discurso dos roteiristas e até o olhar confuso do espectador.
Destino. Astrologia. Vidas passadas. Provações de Deus.
Quem se contenta com respostas simples, escolha alguma acima. Respostas simples nos confortam, dão segurança, resolvem as coisas. Eu, de minha parte, ouço todas as possibilidades, respeito-as, mas não me resigno a dar o assunto por encerrado.
Sobre as tragédias e as comédias da vida, me desculpem, ninguém sabe nadica de nada. Shakespeare, Ésquilo, Woody Allen, religiões, cientistas, artistas, eu, você. A fé ou a ciência podem dizer que uns não entendem porque são endemoniados ou porque são ignorantes. Pra mim, todos andam em círculos como motoqueiros dos globos da morte. Em algum tempo, os mesmos enigmas devorarão nossos filhos e netos.
Na vida, fazer perguntas estúpidas passa mais o tempo que catar respostas idiotas. Cômico, se não fosse trágico.
Viver é algo que dói até quando a gente ri.
Pablo Morenno
Escrito por Pablo Morenno às 20h56
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Biblioteca Pública

Minha manhã de hoje foi com crianças na Biblioteca Pública de Passo Fundo. A Marilza me convidou e lá estive eu conversando e cantando com meninos e meninas do Centro de Juventude Casa da Criança da Vila Luiza. Crianças especiais em todos os sentidos, com aqueles rostinhos de criança, aquele jeitinho de alegria. Algumas tímidas, outras mais à vontade. Cantamos, conversamos, e até fizemos uma releitura coletiva de meu poema Um Menino Esquisito. Depois musicamos. Abaixo o resultado.
A MENINA ESQUISITA
Que menina esquisitona!
Que menina tão loucona!
Tem um brinco de azeitona
E surfa numa japona.
Uma menina esquisita,
Cabeça de melancia.
O cabelo de mação
E a barriga de chimia.
As pernas tinham palitos
E os dentes de cabrito.
O nariz era de pau
Bem igual a um pica-pau.
As orelhas de vampira
E o pescoço de caipira.
Seu vestido de papel
E os pés favos de mel.
Poema coletivo feito por: Wilian, Jáderson, Carlos Eduardo, Eduarda, Bruna, Leonardo, Felipe, Rudimar, Joceara, Iuri, André, Catiele, Oiara e Igor.
Parabéns para todos!
Escrito por Pablo Morenno às 20h19
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Pergunta
PERGUNTA
Uma pergunta na alma me grita,
me crucifica, me despe, me enfia seus pregos,
se faz, se desfaz, me sangra, me fere de lança,
nem a Teologia a alcança ou a cala, ou acalma.
Quando uma guerra se instala no meio de outra,
quando o pai mata o filho, ou o filho o pai e o irmão,
quando um desastre passeia entre os homens,
a pergunta põe seu vestido e se acampa na praça.
Quando, às crianças, o futuro é pão de lombrigas,
quando o passado dos velhos é alface de vermes,
a pergunta levanta seu vôo e pousa na torre da igreja.
Uma bomba num trem, aviões no edifício,
genocídio insano e um corpo-explosivo,
Deus é pretexto de morte e de honra.
Embora eu creia no Creio, me atrevo.
Hospitais e hospícios,
corpos e podres espíritos.
Um bisturi se desvia cortando a esperança:
câncer, AIDS, ainda, a lepra, ainda.
E um terremoto na Ásia soterra uma freira italiana.
Para além da quaresma, os pobres têm fome.
Pergunta de escamas me engasga e me afoga,
tenho uma lesma gigante na boca.
Garotos se matam
se emprestam seringas,
jogam-se de prédios,
ou morrem de bala perdida.
Este é meu corpo,
tomai e comei.
Este é meu sangue,
tomai e bebei.
No meio da missa de Páscoa,
uma hóstia de fogo na boca:
Senhor,
por que ainda é preciso
matar os seus filhos
pelos pecados do mundo?
A morte de um já não basta?
PABLO MORENNO
Escrito por Pablo Morenno às 21h54
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Ovos de Coelho

COELHOS PÕEM OVOS?
Quem nasceu primeiro, o coelho ou o ovo? Um ninho de coelho com ovos não me estranha. A explicação não veio da biologia- ciência, veio da observância da vida. Qualquer menino do interior, como eu, punha numa poesia a aliteração ovos-aves. Claro, às vezes, me confundia na hora das rezas por um mundo melhor, mas nunca perguntei prá ninguém se a ave-maria era ovípara, nem tive dúvidas quanto o homem de gema que era Jesus. Crianças e perguntas são unha e carne. No chocar da vida, as respostas vão aparecendo, bicam sua casca e eclodem entendimentos.
Os ovos lá de casa eram de galinha, de pata ou de pássaro. Sempre soube, coelhos são - cujo termo exato aprendi na escola - vivíparos. Tive coelhos desde os cinco anos, ganhei um casal em meu aniversário. Coelhinhos nascem peladinhos e cegos. Mamãe-coelha esconde os filhotes no ninho, uma cama de pêlos do próprio corpo. Se puderem escolher, as coelhas preferem de ninho a terra. Seu instinto avisa: dentro da terra é mais fácil preservar os filhos. Fazem uma toca no chão, dão à luz lá no fundo e tapam a porta socando bem a argila. Sem experiência ninguém descobre seu ninho. Os coelhinhos ficam seguros, só saem ao sol em condições de sobreviver por conta própria.
Era quase Páscoa de meus sete anos. Semana Santa. Visita de parentes. Chegaram os parentes e seus quatro cachorros caçadores de lebres. Cachorro, como se sabe, também não põem ovos, parecidos aos coelhos neste particular, mas, carnívoros. Na varanda meus pais e os tios tomavam mate. No potreiro brincávamos as crianças.No pátio os cachorros soltos faziam festa.
Foram-se os parentes. Fui à horta colher verduras para meus bichinhos. Coelhos são vegetarianos. Ao chegar ao cercado, de longe, já vi pêlos brancos e manchas vermelhas na madeira. Mais perto: terra e sangue, todos os meus coelhos mortos. Terrível e absurda paisagem. Lembrei-me então dos filhotes na toca. Cavei. De olhos semi-abertos, como se previssem o desastre, aqueles filhotes foram salvos. Com eles recomecei minha criação.
Na Sexta-Feira Santa, a paixão e morte de Jesus passou a recordar meus coelhos assassinados. Depois, a Páscoa passou a ter um outro sentido. São eles que andam por aí, ressuscitados, renascendo mais fortes que os dentes dos cães. Nas manhãs pascais, saltitam cheios de imortal luminosidade. As mulheres no túmulo, a pedra retirada - imagino aqueles olhinhos abismados com a luz, o recomeço de minha criação, um novo mundo de coelhos.
Acredito ter explicado o porquê coelhos e ovos não me são estranhos. Mais preocupante é dar-nos conta de como o mundo está cheio de cães. A Páscoa, para mim, é festa dos indefesos contra a voracidade dos cães. Coelhos com ovos podem nos dizer que a vida não se submete ao jugo da morte.
Ao menos um dia por ano, a vida dos fracos supera a violência dos fortes. As “aves-marias”, quiçá, tenham a ver com este ovo de esperança posto. Em tempo de Páscoa, as lições de biologia deixam a lógica da ciência para abraçarem a as metáforas da vida. Bio – logia, como dizia a professora, é estudar a vida. No mundo real, coelhos não põem ovos. Mas cada um de nós pode sonhar um mundo onde a regra não seja a realidade, mas a esperança.
Pablo Morenno
Escrito por Pablo Morenno às 20h41
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Amizade
Recebi com alegria um e-mail do escritor português PEDRO SILVA. Me propôs um intercâmbio cultural. O Pedro tem vários livros, principalmente sobre os templários, alguns deles editados no Brasil. Quem quiser saber mais:
- "Ordem do Templo: Em Nome da Fé Cristã" (Ulmeiro, Portugal, 2000) - "História e Mistérios dos Templários" 2ª Edição Esgotada (Ediouro, Brasil, 2001) - "Escritos Errantes (histórias leves como o vento mas tocantes Como a tempestade)" Esgotado (Senso, Portugal, 2002) - "Ku Klux Klan: Pesadelo Branco" (Magno, Portugal, 2003) - "Tripla Imparável I: Juventude em Acção" (Magno, Portugal, 2005) - "Os Templários e o Brasil" (Flâmula, Brasil, 2005) - "Templários em Portugal (a verdadeira história)" (Ícone, Brasil, 2005) - "Templários (Ordem Militar e Religiosa)" (Catedral das Letras, Brasil, 2005) - "Confraria Mística Brasileira: a História" (MAP, Brasil, 2006)
Escrito por Pablo Morenno às 20h38
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Espaço Educação, a Educação sem Espaço
Ontem fui até Carazinho para entrevista na Rádio Diário da Manhã AM, programa Espaço Educação. O programa, apresentado das 9h30min às 10h, tem à frente a professora de comunicação do SENAC, Helena Fernandes. Conversamos sobre meus livros, o trabalho nas escolas, e a importância da leitura para o amadurecimento humano. No papo de bastidores com a Helena, pude perceber como a hipocrisia social é maior do que a gente pensa. Embora ela tenha apresentado o projeto a várias empresas, colégios, faculdades, secretarias de educação dos municípios, conseguiu apenas o patrocínio da UPF- Universidade de Passo Fundo. Reclama-se da falta de programas educativos e interessantes, mas na hora de dar uma contribuição, não há vontade efetiva. A região alcançada pelo programa comporta pelo menos uns 15 colégios particulares e além da UPF, temos a ULBRA, a FAPLAN, A FAPES, UNINUÍ, UNOPAR, vários cursos técnicos, escolas de línguas de educação infantil, etc... Não basta apenas vender serviços educacionais. È preciso promover a educação e a informação na sociedade. Contradições incompreensíveis nos dias de hoje.
Escrito por Pablo Morenno às 09h36
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Café Literário
Na sexta passada, participei de uma mesa redonda sobre os anos 60 na Biblioteca Pública Municipal. A idéia é da coordenadora da biblioteca, Marilza Bragagnolo e acontecerá ao menos uma vez por mês. São convidados alunos e professores, mas também abre-se à comunidade. Convidam-se pessoas dos mais variados segmentos para discussão de algum tema previamente escolhido. Os alunos estudam em sala de aula e depois participam desta conversa. Fizeram parte da mesa redonda o historiador Paulo Monteiro, a professora Francisca Bueno, o chargista Fabiano Maggione, a comunicadora Bibiana de Paula, o músico e professor universitário Gerson Werlang, aprofessora de arte Margarida da Silva, a poeta Helena Camargo, e o médico ortopedista Osvandré Lech. Arte, música, costumes, saúde, literaratura, foram algum dos temas abordados. Uma visão multidisciplinar e democrática. Uma idéia de grande futuro.
Escrito por Pablo Morenno às 09h26
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